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Amor de Renúncia

O amor, fruto da renúncia, nos move a nos oferendar sem esperar nada, sem desejar nada, e faz de nosso coração a morada da Divina Mãe. (Jorge Waxemberg)

O que é o amor? Apenas uma palavra? É um sentimento? É uma desculpa para a posse?

São muitos os conceitos sobre o amor. Porém sempre deixamos que a onda do mar – humanidade nos envolva e seguimos autômatos, sem noção.

Talvez a maior tragédia da humanidade tenha sido pautada no amor. No amor da conquista, da vitória, da competição, da posse, da vaidade, da soberba. Quer maior disparidade que a dominação de um ser por outro em nome do amor?

Pensemos em nós mesmos. Quantos desatinos cometemos achando que amamos. Mas, amamos sim. Amamos a nós mesmos de forma tão egoísta que queremos possuir tudo aquilo que desejamos, sem refletir sobre o que o outro pensa, anseia.

A humanidade está doente em nome do amor e por amor. Isso porque tudo é amor. Por amor, a humanidade morre e por amor a humanidade mata, rouba, toma o tempo do outro; por amor humilha, exalta e ultrapassa o limite que marca o direito alheio.

Todas as nossas ações são por amor. Mas não o amor de renúncia. Não um amor universal. Mas, um amor egoísta, egocêntrico e insano.

Muitos perguntam: Mas, o que é o amor? Outros indagam: o que é renúncia? Eu diria que amor e renuncia são sinônimos. Sem amor não há renúncia e sem renúncia não há amor. O amor e a renúncia nos evidenciam o nada. O nada ter, o nada querer, o nada ser. Como disse antes, todos os nossos atos são atos de amor. Porém havemos de discernir. Se o amor não estiver alicerçado na renúncia, não passa de ilusão, de possessividade, de apego.

“Se queremos aprender a amar melhor temos que trabalhar em nós mesmos para expandir nosso estado de consciência e abarcar com nosso amor, pouco a pouco a todos os seres humanos e, por que não à realidade que sabemos existir. A via para fazê-lo é o caminho da renúncia. Amar a outros exige que deixemos de pensar em nós mesmos, como se se fôssemos o centro da vida e do mundo. Em outras palavras, nos exige começar a renunciar a nós mesmos e a terminar de viver como se tivéssemos liberdade para atuar, sentir e fazer o que nos ocorra. (Jorge Waxemberg)


Laurita Maria de Araújo

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