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Entrevista com Fabiana Mastrangelo

Fabiana Mastrangelo nasceu em Godoy Cruz, Mendoza, Argentina. É historiadora e docente, egressa da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal de Cuyo, e tem diversos trabalhos e livros publicados, entre os quais “Godoy Cruz – Passado e presente”, “A ética na vida de José de San Martin” e “O paradigma do século XXI: a sociedade educativa”. Nesta entrevista Fabiana nos fala de sua motivação para escrever um livro

sobre o Fundador de Cafh e o que mais lhe marcou nesse trabalho.

RC – Que razões a levaram a escrever um livro sobre o fundador de CAFh, Santiago Bovísio?

FM – A ideia me surgiu, em 1996, quando encontrei uma foto de meu pai e do Sr. Santiago Bovísio, de quem era amigo. Dom Santiago era uma figura legendária, respeitado e admirado por todos os que tiveram o privilégio de privar com ele.

Depois que me graduei em História, a ideia tomou corpo e resolvi resgatar o testemunho de todos que o haviam conhecido, começando a investigação aqui mesmo, em Mendoza.(*) Como, em 2001, celebrar-se-iam os 100 anos de seu nascimento, comecei a recolher todo o material necessário à execução do (desse) projeto.

RC – Quais foram as maiores dificuldades para a consecução do livro?

FM- A maior, sem dúvida, foi não haver textos escritos; todo testemunho era oral. Compilei 30 depoimentos de diversos discípulos, cada qual com sua própria interpretação dos fatos . Por outro lado, essa dificuldade se converteu em uma riqueza pela diversidade de opiniões e perspectivas encontradas. Foi como armar um verdadeiro “quebra-cabeça”.

Entre os discípulos de “Dom” Santiago, Carlos Plus foi o que mais escreveu ; Golfinger também deixou alguma coisa escrita, mas a fonte principal, especialmente no que se refere a fotos e cronologias, foi o filho, Joaquim Bovísio. Sem sua ajuda, jamais teria concretizado este projeto.

RC – Durante o processo de levantamento de dados, o que mais a impressionou em relação ao biografado? – O que lhe pareceu mais marcante na pessoa de Dom Santiago?

FM – Encontrei uma riqueza espiritual imensa em cada um dos artigos a que tive acesso. Contudo, o impacto maior, no meu próprio processo de desenvolvimento espiritual, foi o da liberdade interior de que ele desfrutava. Igualmente marcantes são o amor que dele emanava, a dimensão sagrada de sua figura e a entrega incondicional à Obra. Impressionante, acima de tudo, era a capacidade de dar direção espiritual a seres de distintas correntes e crenças religiosas, entre os quais encontramos até mesmo padres católicos.

Ele não só dizia, como vivia realmente isto: “conquistar almas para a Mãe!” , isto é, para o transcendente.

RC – Que descobertas realizou que a tenham impactado?

FM- Descobri um novo significado para o amor, a liberdade e o sagrado. Escrevi para “fora”, mas, também, para “dentro”.

A entrevista foi realizada na cidade de Mendoza, Argentina, em maio deste ano.

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