silencio

Silêncio como Antídoto

Em meio à cacofonia reinante, às notícias falsas e distorcidas, à agressão verbal das redes sociais, ao desencontro e à desinformação que nos assolam como flagelos atuais, temos um aliado que pode nos ajudar muito a restaurar o equilíbrio mental e espiritual: o silêncio.

Aqui, não estou me referindo somente ao silêncio verbal – que é não emitir palavras – mas sim ao silêncio mental, interior, geralmente mais difícil de se alcançar.

Nossa mente é astuta, não se deixa controlar com facilidade e usa de subterfúgios para nos solapar. Quando estamos crentes que conseguimos aquele “refresco” de pensamentos indesejados ou sentimentos perturbadores, ela nos passa a perna e volta a nos perturbar novamente.

Parece uma luta infindável sem possibilidades de vitória para alguns de nós. Mas a boa notícia é que todos podemos exercitar a prática do silêncio.

Se dedicarmos alguns minutos, duas a três vezes por dia, a parar de falar e focar nossa atenção na respiração, vamos aprendendo a deixar passar os pensamentos sem que eles produzam os “links” que nos levam a lugares, emoções e sentimentos, muitas vezes já vividos, sofridos e indesejados.

O mais impressionante é que, uma vez adquirido o hábito de conter o impulso das palavras e das reações emocionais perturbadoras, conseguimos silenciar externa e internamente por períodos cada vez maiores e com mais frequência e, assim, vamos alcançando um estado de crescente apaziguamento físico e emocional.

Não nos deixemos sacudir pelos ventos hostis com tanta facilidade. A prática do silêncio permite descobrir quais são os nossos “gatilhos”, e dessa forma vamos aprendendo a respeitar nossos estados interiores.

É possível desenvolver o hábito do silêncio e sentir o bem que este nos traz, especialmente quando deixamos de “comprar brigas” tolas e discussões sem sentido, que só nos afastam das pessoas e do nosso próprio centro.

O método de vida, que inclui essas práticas diárias, contribui muito para que possamos adquirir essa habilidade de silenciar e refrear o impulso de gastar energia com palavras e pensamentos desnecessários, de responder às provocações dos demais e às artimanhas do nosso próprio ego, que enseja nos levar ao meio do “ringue” para ganhar a disputa que for de qualquer maneira.

Assim, vamos nos dando conta do quanto o hábito do silêncio modifica nossa vida para melhor, contemplando-nos com um bônus diário de paz interior ao qual podemos tranquilamente chamar de felicidade!


Dulce Otero

Revista Cafh
Atividades
Últimas matérias
NewsLetter

Assine nossa newsletter

Assine nosso boletim informativo para obter informações atualizadas, notícias e insights gratuitos.

Acessar o conteúdo