Mais alguns dias, e 2024 já será passado.
É um tal de balanço pra cá, retrospectiva pra lá. E muitos, de alguma forma, saímos da nossa rotina para entrar no “modo festa”.
Podemos imaginar que, embora haja exceções, todos temos algo bom, nem tão bom e, até mesmo ruim, em que pensar ou recordar, o que nos abre as comportas das emoções e das sensações vividas ao longo deste ano que ora finda.
Entretanto, a despeito do que cada qual tenha vivido em sua experiência individual ou subjetiva, cremos que participamos de alguma forma do que todos viveram, pensaram ou sentiram. Acreditamos estar irremediavelmente ligados aos demais seres deste planeta nesse espaço-tempo que compartilhamos e, quem sabe, a tantos outros na grande unidade cósmica de que somos parte.
Podemos então nos indagar:
Quão perto estive dos demais, dos que sofreram desterro, abandono e privações materiais agudas?
Senti a dor, a solidão e o medo dos excluídos e carentes?
Percebi a fragilidade dos enfermos, dos que sofreram perdas morais e afetivas, dos que ficaram órfãos nesses campos devastados pelas guerras?
Compartilhei, física, mental ou espiritualmente, dos esforços daqueles que buscaram diminuir a dor, sanar as feridas e tornar mais suportáveis as situações vividas por tantos outros?
E, também:
Regozijei-me com os que estavam felizes, os que alcançaram suas metas e lutaram pelos seus propósitos? Vibrei com as conquistas dos esportistas? Deleitei-me com as criações dos artistas, músicos e escritores?
Disponibilizei meu tempo e energia para servir e dar pequenas alegrias aos que estavam a meu alcance?
Sonhei com um futuro próspero e promissor para mim mesmo e para a humanidade?
Enfim, podemos meditar nesses dias se, mesmo vivenciando a minha vulnerabilidade como ser humano, eu me senti livre para agir da melhor forma possível seguindo meus valores e ideais.
Alimentei a convicção de que o mundo necessita de almas que vivam a ideia da renúncia e que trabalhem para fazer efetiva sua possibilidade de liberação interior, que é patrimônio de todos os seres humanos?
Uma certeza podemos compartilhar: de que há muito para realizar em 2025.
Tratemos então de aproveitar com muita paz e amor no coração os momentos de esperado descanso e de convívio mais próximo e lúdico com familiares e amigos.
Boas festas e até sempre!
Revista Cafh



